sábado, 12 de março de 2011
Ao Perder-te
Ao perder-te
Tu e eu perdemos.
Eu, por que tu eras o que eu mais amava.
E tu, por que eu era o que te amava mais.
Mas de nós dois quem perde mais é tu,
Por que eu encontrarei a outras
E amarei como amava a ti.
Mas a ti,
Nunca te amarão como te amava eu ...
Ernesto Cardenal
quinta-feira, 10 de março de 2011
Liberdade Para os Vícios
Esta semana, eu e milhares de amigos espalhados pelo mundo, estamos a debater um assunto muito complexo da natureza humana: os vícios. E são tantos os vícios espalhados por aí, que parecem criados sob encomenda para todos os tipos de pessoas... Quando ouvimos a palavra vício vem à nossa mente imagens de cigarros, drogas, bebidas... Nosso cérebro processa automaticamente as informação e traz à tona os mais comuns tipos de vícios acariciados pela humanidade a muitos e muitos anos. Esses, embora sejam os mais comuns (eu mesmo fui fumante durante mais de dez anos e adorava uma biritinha), não são os únicos vícios que nos impedem de viver em sociedade de forma mais saudável.
Assim como o mundo evolui, infelizmente tudo aquilo que é ruim, pode tornar-se pior. Hoje temos uma série de vícios virtuais: desde a compulsão por acessar páginas de redes sociais na expectativa de ver novos recados de amigos que na verdade nunca foram e nunca serão amigos reais; jogos onde os internautas não precisam nem pegar o dinheiro e colocar na mesa para perdê-lo; até ao consumo de pornografia, seja por meio de visualizar filmes (disponíveis para todos os gêneros imagináveis e inimagináveis) ou salas de bate-papo onde pessoas procuram ver e mostrar-se através de câmeras instaladas nos computadores.
Existe o vício da agressão, que insiste em destruir lares dia após dia... Quantos casamentos arrastam-se com mulheres infelizes que apanham todas as noites do marido, que após vê-la caída sem forças para levantar-se olha nos seus olhos e promete que aquilo não se repetirá mais?
Existe o vício da falta de educação, aquele que nós vemos sempre que entramos sendo empurrados em um transporte público um pouco mais cheio e olhamos para os assentos preferenciais, destinados a idosos, gestantes e deficientes; e nestes estão sentados jovens fingindo dormir, enquanto os que deveriam ser beneficiados sofrem expremidos no meio de outros que pensam: "Fazer o que?".
O vício do trabalho que faz com que crianças cresçam sem que as mães e pais estejam presentes assistindo este processo, observando as mudanças dos filhos apenas ao notar que ao invés de um brinquedo, agora eles querem o ingresso para ver aquela banda que vai tocar no Estádio do Morumbi com todos os amigos da classe que vão também.
São tantos os vícios que eu poderia lista-los por inúmeras horas. Porém, o mais importante é identificarmos como podemos descobrir os nossos vícios; como eles estão interferindo ou podem vir a interferir nas nossas vidas e, como podemos vencê-los.
Eu, pessoalmente, para vencer os meus vícios, escolhi olhar para cima e buscar forças que estão além daquilo que eu posso conseguir por mim mesmo. A minha força para vencer qualquer coisa que me faça mal vem de um relacionamento com Deus. Se o vício é justamente a relação entre a pessoa e o objeto de desejo, livrar-se deste mal também exige um relacionamento com algo maior e melhor.
Existem pessoas que para parar de fumar, trocam o cigarro por uma bala, um chiclete. Eu decidi olhar para Jesus, e mesmo com todas as minhas fraquezas e quedas, sei que Ele está pronto a me ouvir, me acalmar na hora do desespero, me ajudar a ser alguém melhor e me libertar de todas as prisões que eu mesmo me coloquei ou que a vida fez o favor de colocar-me.
Relacionamento com Deus, eis a solução para vencer todo e qualquer tipo de vício, pois como disse certo homem instruído e inspirado: "Posso tudo nAquele que me fortalece!"
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Felicidade e o que mais vier ...
Existe um momento na vida de todos nós, seres humanos, um doce momento, enlouquecedor talvez ... onde passamos a conhecer melhor aquilo que vai dentro de cada um de nós ... momento em que olhamos para uma pessoa e descobrimos que não queremos apenas estar perto dela ... NÃO!!! Nós queremos mais: queremos tocá-la, sentir o calor do seu abraço, afagar seus cabelos, acariciar seu rosto, beijar seus lábios .... E quando estamos longe, queremos saber como essa pessoa está, o que ela está fazendo ... "Será que também está pensando em mim?" Ficamos olhando para o telefone, esperando ele tocar, olhando para o número e nos perguntando se devemos ligar ou não ... Vem um friozinho na barriga, um medo de perder sem nem ter tido, uma alegria só em lembrar do sorriso mais lindo do mundo, uma vontade de rir à toa quando lembramos daquela voz suave ... Só de ver a pessoa o coração sente vontade de saltar pela boa, as mãos suam, o rosto automaticamente forma uma expressão de alegria ... E quando descobrimos que o sentimos é correspondido, experimentamos uma felicidade do tamanho do universo ... Parece que nada nem ninguém nunca vai conseguir nos tirar do céu estrelado onde estamos vivendo.
Nesta fase os defeitos são inexistentes ... Só conseguimos ver como a pessoa é maravilhosa! É o momento dos bombons com títulos apaixonados, dos buquês de rosas vermelhas, dos coraçõezinhos nos cadernos, das mensagens de texto desejando bons dias, boas tardes, boas noites, durma com os anjos, etc ...
Neste momento o universo também parece conspirar para que fiquemos cada vez mais apaixonados. Alguns detalhes curiosos podem ser observados, como por exemplo aquela música que nem tocava tanto nas rádios e que a gente começa a ouvir em todos os lugares onde estamos ... "Ai, a nossa música!" E o filme preferido dele ou dela passa segunda-feira na Tela Quente ... A pessoa que está bem à sua frente na escada rolante do shopping está usando o mesmo perfume do ser amado ... Assim descobrimos que estamos ficando cada vez mais inebriados por este sentimento ... Que a presença daquela pessoinha já não é mais apenas desejada ... é necessária! As pessoas olham para nós e enxergam uma alegria intensa transbordando ...
Paixão, amor ???
Por que insistimos em tentar rotular a felicidade? Qualquer que seja o nome dado a essa coisa maravilhosa que é ter alguém com quem nos preocupamos e sabemos que se preocupa conosco o importante é estar aberto para sentir e ser transformados por este sentimento que só nos enobrece ... O que vai acontecer depois disso é outra história ... Você já viu alguém dizendo que não vai querer comer lasanha no almoço porque sabe que no jantar só vai ter arroz? Creio que não! Então, vamos aproveitar todos os momentos de felicidade e lutar para que esta seja infinda em nossas vidas. Caso um dia ela deixe de existir, existe uma coisa que ninguém pode nos tirar: o doce sabor da lembrança.
Pois SÓ QUEM JÁ VIVEU PODE RECORDAR!
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Primeiras vezes e últimas chances ...
Pois é... esta frase pode até ser um clichê utilizado por muita gente ao longo dos anos... Uma frase gasta... Mas é a pura verdade: A primeira a gente nunca esquece!
Estava eu aqui pensando no que eu iria escrever como minha primeira postagem e eis que me veio esta frase à mente... Acabei recordando de muitas primeiras vezes da minha vida: a primeira vez que eu beijei (com aquele Bubaloo de tutti-frutti), a primeira vez que levei um tapa na cara, a primeira vez que fui ao cinema depois de durante tantos anos achar que era pecado frequentar cinemas, a primeira vez que amei de verdade e sofri por amor, a primeira vez que chorei por alguém que eu amava partir pra nunca mais voltar...
É, eu realmente poderia continuar e teria,com certeza, muitas primeiras vezes para recordar.... Mas eu gostaria de lembrar aqui o meu querido Renato Russo, que em uma de suas letras, mais precisamente em "Teatro dos Vampiros" nos lembrou que a "primeira vez é sempre a última chance"... Outro dia estava sentado com alguns amigos jogando conversa fora e esta frase veio à tona. Nós então começamos a discutir o que ele quis dizer com isto... Última chance porque?
A verdade é que sempre estamos em momentos de "última chance"! Última chance de ser o melhor do que podemos ser quando decidimos fazer algo que sabemos não condizer com as virtudes que nos foram passadas ao longo da vida... Última chance de de amar quando saímos de casa e não temos a certeza se vamos voltar a ver aquela pessoa que deixamos ali atras da porta... Última chance de buscar a felicidade dando o nosso melhor, pois cada momento é único... Última chance de passar por cima do orgulho e resolver situações que ferem o coração...
Talvez a questão da primeira vez ser a última chance esteja ligada ao fato de fazermos ou não... Como assim? Por exemplo: Você já disse hoje para seus pais, seus filhos, seu amor ... EU TE AMO! (???) Esta pode ser a primeira vez hoje, a primeira vez no mês, no ano ... em toda a sua vida ... E esta pode ser a última chance...
A verdade é que sabemos quando será a primeira vez, mas nunca sabemos quando será a última chance!
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